Moda é um ato político

Em um ano eleitoral, vale lembrar os momentos em que a roupa

Você pode até não gostar de falar sobre política… Mas é bem provável que em algum momento você já tenha vestido alguma coisa que dizia muito sobre você antes mesmo de você abrir a boca! Acertei?

Uma camiseta com uma frase, uma cor, um botton, um lenço, uma bandeira… A roupa comunica! E quando essa comunicação encontra símbolos, identidade e poder, a moda deixa de ser só roupa. 🎯

É por isso que em pleno período eleitoral, vale olhar para o nosso guarda-roupa com um pouco mais de atenção! As eleições de 2026 acontecem em 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro, e enquanto candidatos disputam votos, nós também vemos as ruas, as redes sociais e os grupos políticos sendo tomados por símbolos! Na sua cidade com certeza tá assim, né?

A MODA COMUNICA

Você sabe: em uma eleição, dificilmente uma cor é só uma cor. Aqui no Brasil, por exemplo, determinadas cores passaram a ser fortemente associadas a partidos, candidatos e grupos políticos. Uma camiseta vermelha, verde, amarela ou azul poderia até ser apenas uma escolha estética, mas sabemos que também pode ser lida como uma manifestação política dependendo da situação.

E isso não é uma invenção da internet, tá? A própria justiça eleitoral reconhece que roupas e adornos podem funcionar como manifestação política. 💭 A legislação permite inclusive - no dia da votação - a manifestação individual e silenciosa da preferência por partido ou candidato por meio de camisetas, broches, adesivos, bandeiras e outros objetos semelhantes. Ou seja: aquela camiseta que parece apenas uma camiseta pode carregar uma mensagem!

E talvez seja justamente aí que esteja uma das partes mais interessantes da relação entre moda e política: a roupa pode transformar uma opinião individual em uma imagem que todo mundo consegue enxergar.

Fonte: Pinterest

AS SUFRAGISTAS

No começo do século XX, mulheres que lutavam pelo direito ao voto entenderam uma coisa que a moda conhece muito bem: ser visto também é uma forma de ocupar espaço!

As sufragistas não tinham apenas uma pauta, elas construíram uma identidade visual para o movimento. Em 1908, a Women’s Social and Political Union adotou o roxo, o branco e o verde como suas cores. O roxo representava dignidade e liberdade, o branco, pureza, e o verde, esperança. As cores apareciam em roupas, faixas, broches e outros acessórios usados nas manifestações.  Hoje quando pensamos em uma cor associada a um grupo político, isso pode parecer muito comum. Mas existe algo poderoso nessa escolha: milhares de mulheres diferentes passam a ser reconhecidas como parte de uma mesma causa simplesmente porque carregam os mesmos códigos visuais.

Fonte: Pinterest

DESFILE DE ZUZU ANGEL

Em 1971, uma passarela em Nova York se transformou em espaço de denúncia da ditadura militar brasileira. Zuzu Angel já era uma estilista reconhecida quando seu filho, Stuart Angel Jones, foi preso, torturado e desapareceu durante o regime. A partir daí, sua relação com a moda mudou. O que antes era criação passou também a ser uma maneira de falar sobre aquilo que não podia ser dito livremente.

Em setembro daquele ano, Zuzu apresentou uma coleção na residência do cônsul brasileiro em Nova York. Entre vestidos leves, peças para férias e roupas de casamento, começaram a aparecer desenhos que não tinham nada de inocentes: anjos, pássaros presos em gaiolas, aviões, canhões, jipes, uniformes e o sol escondido atrás de grades.

O próprio acervo da estilista registra aquelas peças como “vestidos de protesto político”. O desfile é considerado um marco justamente porque Zuzu transformou a moda em instrumento de denúncia de um regime autoritário.

Fonte: Pinterest

DIRETAS JÁ

Em 1984, o Brasil ainda vivia sob uma ditadura militar quando uma cor começou a aparecer por todos os lados. Nas ruas, nos comícios, nos palanques e, principalmente, nas roupas: o amarelo virou a cor das Diretas Já.

A campanha defendia a aprovação da Emenda Dante de Oliveira, que propunha eleições diretas para a Presidência da República. Mas, para colocar milhões de pessoas na mesma sintonia, não bastava ter um slogan. Era preciso criar uma identidade que pudesse ser reconhecida de longe. Em Curitiba, publicitários que ajudavam a organizar a campanha escolheram o amarelo como símbolo. A ideia era resgatar uma cor que também representava o Brasil e devolvê-la à população depois de anos em que os símbolos nacionais haviam sido fortemente associados à propaganda da ditadura.

A estratégia funcionou. O amarelo começou a aparecer em camisetas, broches, lenços e fitinhas usadas por quem queria demonstrar apoio às eleições diretas. Em pouco tempo, vestir uma peça daquela cor era também uma maneira de participar visualmente da mobilização. Quarenta anos depois, talvez a gente nem perceba o quanto é familiar essa ideia de usar uma roupa para mostrar de que lado estamos.

Fonte: Internet

A INVENÇÃO DA MINISSAIA

Hoje a minissaia parece uma peça comum. Mas nos anos 60 encurtar a barra significava desafiar algumas das regras sobre como uma mulher deveria se vestir e se comportar.

Mary Quant foi uma das principais responsáveis por popularizar a peça em Londres, em meio a uma juventude que questionava padrões e buscava mais liberdade. Mais do que alguns centímetros a menos de tecido, a minissaia acompanhou uma mudança na relação das mulheres com o próprio corpo. Vestir uma saia curta não era necessariamente um manifesto, mas fazia parte de uma época em que antigas regras de feminilidade começavam a ser questionadas.

Fonte | Reprodução: internet

ENTÃO O QUE A GENTE VESTE TEM A VER COM O QUE A GENTE PENSA?

Tem t-u-d-o a ver!!! Mas isso não significa que toda roupa precise carregar uma bandeira, uma frase ou uma opinião.

A moda também pode ser política quando questiona padrões, por exemplo. Quando um corpo que historicamente foi excluído ocupa determinado espaço. Quando uma mulher escolhe vestir algo que durante muito tempo disseram que ela não deveria vestir. Quando uma peça produzida por determinado grupo ganha valor e visibilidade. Quando uma estética vira símbolo de resistência. Quando uma cor passa a representar uma comunidade. São inúmeros casos que podem ser citados que provam que o vestir é de fato um ato político.

A gente escolhe a roupa antes de sair de casa. Escolhe uma cor. Uma modelagem. Um tecido. Um acessório. Decide o que quer mostrar e muitas vezes também o que quer esconder. Nem toda escolha é consciente. Nem toda roupa é manifesto. Mas toda roupa existe dentro de uma sociedade e sociedades são feitas de valores, regras, símbolos e relações de poder.

E em ano de eleição, vale lembrar que existem muitas formas de expressar aquilo em que acreditamos. A roupa pode comunicar, provocar e representar. Mas quando outubro chegar existe uma escolha que nenhum look consegue fazer por nós: votar! O voto é um ato de poder e uma oportunidade de moldar o futuro que queremos - e merecemos-! 🗳️✨ Escolham sempre com consciência!

Toc, Toc! Tem alguém ai? 🚪👀 

Hello, Lu! 💗✨✨ Conta pra gente, quais são as 3 coisas que estão alugando um TRIPLEX na sua cabeça ultimamente?

Os seus highlights preferidos do mundinho fashion desta semana! No botão abaixo, você confere todas as notícias. 💖💊

VSFS ANUNCIA DATA DO PRÓXIMO SHOW!

CONTANDO OS DIAS ⭐️🪽 A Victoria’s Secret anunciou a data do VSFS 2026: dia 18 de outubro. Por aqui, já estamos começando o bolão anual de quem queremos na passarela mais angelical do mundo!

BERSHKA ANUNCIA COLLAB COM MARINA SENA E INAUGURA PRIMEIRA LOJA NO RIO!

A BERSHKA abriu sua segunda loja no mercado brasileiro com uma nova unidade no Rio de Janeiro, localizada no BarraShopping. As coleções BERSHKA woman, BSK teen e BERSHKA Man são apresentadas em um espaço amplo e aberto com mais de mil metros quadrados de área de vendas, projetado para expor os produtos de forma clara e oferecer uma experiência de compra dinâmica e atual!

Com o BERSHKA MUSIC, a marca expande seu universo criativo no encontro entre moda, música e cultura contemporânea. O projeto funciona como uma plataforma que conecta as novas gerações ao cenário musical emergente, apoiando artistas e criando experiências que aproximam comunidades criativas no mundo todo. Como parte dessa iniciativa, o BERSHKA MUSIC acaba de lançar uma colaboração com Marina Sena, um dos maiores nomes da música brasileira atual, incluindo uma coleção-cápsula e uma música inédita para celebrar o lançamento.

É só mandar um e-mail para [email protected] com seu nome, idade, data e hora (se aplicável) e a ocasião que você precisa de um look que a gente te ajuda com o resto!

Até semana que vem! 💚

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