Os bastidores de um evento de marca!

Por trás do lançamento do seu produto favorito, existe muita gente fazendo a comunicação acontecer...

Nos últimos tempos, nós fomos floradas de perguntas sobre eventos de marcas… “Como eu faço para ser convidada?”, “O que vocês ganham para ir nesses eventos? E as marcas?” e “É sério que o seu trabalho hoje foi gravar 3 stories?” (Sim, mãe! É sério!).

Mas por trás de todas essas dúvidas, existe uma união de áreas que movimentam a comunicação e a publicidade das principais empresas de moda, beleza e selfcare do país e do mundo! Mais do que isso: a resposta para esses questionamentos também soluciona aquele mistério milenar que todo fã de Sex and the City já tentou desvendar: afinal, qual era mesmo o trabalho da Samantha? ☝️ 

Imagem: Pinterest | Reprodução

Você provavelmente já viu esse protocolo acontecendo ao vivo… Uma marca anuncia um lançamento, os stories começam a pipocar e, de repente, seu feed está tomado por celebridades, influenciadoras e jornalistas reunidos para conferir o lançamento de pertinho, com direito a alguma experiência imersiva. Parece uma festa. E, tecnicamente, é! Mas também é muito mais do que isso: os famosos eventos de RP são ferramentas (poderosíssimas, tá?) de comunicação.

Eles servem para lançar produtos, construir relacionamento com a imprensa, aproximar criadores, posicionar a marca, gerar conteúdo e criar experiências que continuam circulando nas redes por dias. O evento nunca vai existir só pelo espetáculo, mas sim como uma estratégia desenhada para atingir públicos e objetivos específicos.

Uma análise da Cvent de 2026 sobre o mercado de eventos aponta que as experiências presenciais estão sendo usadas pelas marcas como uma forma de criar conexão humana em um ambiente digital saturado. Muito além do “as marcas fazem eventos porque é legal e fica lindo no story”, eles são parte de uma engrenagem MUITO maior. Se antes as marcas diziam o que queriam que a gente soubesse, hoje elas criam situações para que a gente experimente aquilo na pele.

A grande questão é que tudo isso não acaba quando os convidados vão embora. Hoje, um bom evento é quase uma usina de conteúdo, unindo storytelling, comunidade e relevância cultural para construir a grande moeda da comunicação corporativa: a reputação.

A reputação não se compra num anúncio de 30 segundos; ela é construída na consistência das percepções. Quando uma marca abre as portas do seu universo e entrega uma experiência real, ela está moldando o que as pessoas vão falar dela quando ela não estiver na sala. 

Nessa perspectiva, um evento pode entregar simultaneamente:

  • Relacionamento: A marca consegue reunir imprensa, creators, parceiros e outros públicos estratégicos no mesmo espaço.

  • Conteúdo: Cada convidado pode transformar a experiência em Stories, TikToks, Reels, posts e matérias.

  • Mídia espontânea: Um lançamento pode gerar cobertura editorial e conversa orgânica nas redes.

  • Posicionamento: Quem está na lista de convidados, onde o evento acontece, como ele é produzido e qual experiência é oferecida comunicam exatamente a essência da marca.

  • Memória de marca: Em vez de simplesmente ver um anúncio, a pessoa associa a marca a uma vivência marcante.

Ah, as maravilhas da comunicação! A gente aposta que você vai olhar para cada story de influencer com outros olhos depois de entender que TUDO comunica. A lista de convidados é comunicação. O local também. A decoração, o brinde... Até o que vai parar no Stories de uma convidada faz parte da narrativa que a marca está tentando construir.

WOMEN IN SPAM!

“Mas Zelia, quem faz tudo isso acontecer?” É aqui que entra o nosso triplex da semana! Se os eventos parecem tão espontâneos e sincronizados, existe uma pergunta que talvez a gente devesse fazer: quem está no corre por trás disso tudo?

Entre o briefing e o evento existe uma cadeia enorme de profissionais: atendimento, planejamento, produção, relações públicas, social media, marketing, assessoria de imprensa, conteúdo, creators, publicidade…

E, em boa parte dessas áreas, quem está ocupando essas cadeiras são mulheres! (Vamos galera, mulheres!) É aqui que entra a “Women in SPAM”.

Instagram Post

Se você entrou no TikTok ou no Instagram nos últimos meses, provavelmente já cruzou com o termo. E não, não estamos falando de e-mails indesejados ou da famosa carne enlatada. Aqui, SPAM é a sigla para Social Media, Public Relations, Advertising and Marketing - quatro áreas que, juntas, ajudam a construir as marcas, campanhas e conversas que chegam até nós todos os dias.

Nas redes, esse movimento começou com memes engraçadinhos mostrando personagens queridinhas da cultura pop - como em Emily in Paris, Sex and the City e O Diabo Veste Prada -, mas se tornou algo muito além da estética de “marketing girlie”. Embora essas profissões sejam frequentemente associadas a lançamentos glamourosos e jantares chiques, existe uma quantidade surreal de pesquisa, planejamento, produção, negociação, criação e muuuuito trabalho operacional invisível por trás das telas.

Imagem: Pinterest | Reprodução

Por trás de toda PR girlie com um copo de café na mão, existe alguém que está há três horas tentando fazer 15 pessoas confirmarem presença no mesmo horário (!!!).

Zelia Team: Quando uma marca decide fazer um evento, por onde começa o trabalho da equipe de RP? Quanto tempo antes de um evento desse porte vocês costumam começar o planejamento?

Daniela Sartori - Gerente de PR de Vult, Quem Disse, Berenice?, Beleza na Web, linha de cuidados Pampers e Suzano na PROS: O ideal é que o trabalho de PR comece antes mesmo de a marca pensar em fazer um evento. O time precisa estar próximo da estratégia, dos objetivos e do propósito da marca no dia a dia para, então, construir um trabalho integrado com as demais áreas de comunicação e definir o racional daquela experiência. Pensamos desde a narrativa e os objetivos daquele momento até o local, as ativações, a lista de convidados e, principalmente, como fazer essa experiência reverberar. O tempo de desenvolvimento varia muito de acordo com o perfil do evento. Para algo mais simples, um mês é apertado, mas possível. Para uma produção mais elaborada, recomendo pelo menos três meses de antecedência.

Zelia Team: Qual é a parte do trabalho de RP que o público geralmente não imagina que existe?

Ainda existe uma percepção de que PR é principalmente amplificar pautas e convidar jornalistas e influenciadores para eventos, mas isso é uma parcela pequena do nosso trabalho. Precisamos acompanhar constantemente o que acontece no mundo, de tendências de comportamento e beleza ao cenário político e social, para construir pautas e narrativas interessantes, aspiracionais e conectadas à estratégia da marca, fugindo do óbvio. Também existe muita análise por trás de uma experiência: quem precisa estar ali, por quê, o que cada pessoa deve viver e como cada público pode amplificar aquele momento de uma forma estratégica. Nem sempre o maior influenciador ou veículo é o mais relevante. Muitas vezes, um jornalista especializado ou um creator com uma comunidade menor consegue gerar uma conversa muito mais legítima. E a gestão de risco também faz parte do nosso dia a dia, desde a análise prévia de perfis e temas sensíveis até a forma de conduzir situações que fogem do previsto. Em resumo, o trabalho de RP está muito mais relacionado a construir as conexões certas, que façam sentido para o propósito de cada marca e no timing adequado.

Zelia Team: Como funciona a relação entre a equipe de RP, os influenciadores, celebridades e imprensa durante um evento?

Cada público tem uma necessidade diferente. O jornalista busca informação, contexto, uma boa história e, muitas vezes, uma entrevista. O creator pensa em conteúdo, linguagem, estética, espontaneidade e na relação com a própria comunidade. Já a celebridade precisa ter uma experiência confortável, bem cuidada e coerente com sua imagem. O papel do RP é fazer essas necessidades coexistirem de forma natural e atuar como um grande facilitador dessa dinâmica. Durante o evento, precisamos acompanhar tudo em tempo real: quem chegou, quem precisa falar com quem, oportunidades de entrevista, conteúdos que podem ser potencializados, informações que precisam ser complementadas, garantir que tudo esteja correndo bem dentro da experiência desse convidado, ajustar possíveis problemas que possam vir a surgir. E fazer tudo isso garantindo que as mensagens prioritárias da marca estejam presentes e que o objetivo daquela experiência seja cumprido.

Zelia Team: Pensando em estratégia de comunicação, por que você acredita que cada vez mais marcas têm investido nesse tipo de produção e experiência? Como vocês medem se um evento foi bem-sucedido?

As experiências de marca estão muito aquecidas no Brasil. O Anuário Brasileiro de Brand Experience, do Promoview, mostra que o mercado brasileiro movimentou mais de R$ 110 bilhões em 2025 e estima superar R$ 120 bilhões em 2026. Acredito que isso acompanha uma mudança na relação das pessoas com as marcas. Saímos de um contexto em que a marca precisava apenas comunicar uma mensagem para um cenário em que ela precisa criar motivos para as pessoas participarem, vivenciarem e se identificarem com essa mensagem. O evento tem uma potência grande nesse sentido porque cria algo que um anúncio ou uma publicação dificilmente conseguem criar sozinhos: uma experiência compartilhada, com emoção, interação e conexão.
Para ser relevante, porém, precisa ter uma ideia forte, estar conectado ao território da marca e dar às pessoas um motivo real para querer contar aquilo depois.
Por isso, não olhamos apenas para quantas pessoas foram ou quantas matérias conseguimos. Queremos entender qual conversa nasceu daquele evento e qual percepção da marca ficou para quem participou. Os KPIs mais tradicionais, como quantidade de resultados, alcance e sentimento, continuam importantes. Mas temos olhado cada vez mais para relevância e repercussão: quem falou da marca, o que falou e o que aconteceu depois. Uma matéria em um veículo estratégico ou uma conversa genuína de um creator pode valer muito mais do que dezenas de menções sem contexto. E, no fim, é essa percepção residual que pode fazer uma experiência elevar a percepção de marca para outro patamar.

Zelia Team: Qual seria a sua principal dica para quem quer começar a trabalhar com RP? E, do outro lado, para quem quer se destacar e chamar a atenção das marcas?

Para quem quer começar em PR, minhas principais dicas são: seja curioso e construa repertório. É uma profissão em que precisamos entender de comunicação, comportamento, cultura, negócios, entretenimento, redes sociais, imprensa e também estar atentos ao que ainda nem sabemos que vai surgir. Precisamos ter um olhar crítico para antecipar problemas e, ao mesmo tempo, criativo para conectar assuntos que aparentemente não tinham relação. Muitas ideias fortes de PR nascem justamente dessas conexões. Para quem quer chamar a atenção, minha dica é: estude a marca antes de querer trabalhar com ela. Entenda o que ela vem fazendo, com quem se relaciona, qual é seu território e quais iniciativas realizou recentemente. A partir daí, contribua: traga uma ideia, um insight, uma provocação. Ouse, mas dentro do que faz sentido de acordo com a essência da marca. As empresas estão cada vez mais interessadas em pessoas com voz própria, repertório e capacidade de gerar conversa, tanto nos squads quanto dentro dos próprios times. Não basta ser um bom executor. É preciso ser propositivo, engajado e buscar a melhor maneira de fazer acontecer.

E para as fãs de dados: o Anuário da Comunicação Corporativa 2024, com pesquisa do Instituto CORDA/Mega Brasil, aponta que as mulheres eram 71,5% da força de trabalho das agências de comunicação corporativa no país. E aí vem um ponto crucial: a presença numérica nas pesquisas não significa necessariamente igualdade em cargos de liderança, remuneração ou reconhecimento.

Women in SPAM é, no fim das contas, um movimento sobre reconhecer quem está construindo as conversas que movimentam a cultura. São profissionais que criam campanhas, administram comunidades, constroem reputações, aproximam marcas de pessoas, transformam produtos em desejo e fazem uma festa de três horas continuar rendendo no feed por dias!

Toc, Toc! Tem alguém ai? 🚪👀 

Hello, Vivi!  🎀✨ Conta pra gente, quais são as 3 coisas que estão alugando um TRIPLEX na sua cabeça ultimamente?

3 coisas fashion que alugaram um TRIPLEX na cabeça depois de passar uns dias em NY:

Enfim, NY me fez repensar um pouquinho a forma como eu me visto… e eu amei esse triplex. Agora voltei para o Brasil querendo testar tudo isso no meu próprio guarda-roupa. Acho que o triplex vai continuar (!!!)

Os seus highlights preferidos do mundinho fashion desta semana! ✨💖💊

DIVULGADAS AS MARCAS QUE ESTARÃO NA SPFW N61

Alô, fashionistas! Chegou uma das notícias que a gente a gente mais aguarda durante todo o ano: a line up da São Paulo Fashion Week! Estão confirmadas 24 marcas e 2 desfiles de projetos especiais, trazendo diferentes perspectivas sobre a moda brasileira! A SPFW N61 acontece entre os dias 14 a 18 de outubro.

O line-up completo você confere no perfil da SPFW no Instagram.

QUEM DISSE, BERENICE? COM HITS IMPERDÍVEIS COM ATÉ 50% OFF

QDB? Tá de Parabéns com hits imperdíveis com até 50% OFF e com Giovanna Lancellotti como convidada para mostrar os seus favoritos! Entre os produtos que já fazem parte da nécessaire da atriz estão a Base Tint, o Corretivo Tint, a Paleta Tô no Glow, o Batom Hidratante, a Máscara Big Bang 360º e o Lápis Multifuncional 3 em 1 Toda Colorida.

“Presto mais atenção à textura, ao conforto, à maneira como a minha pele reage e, principalmente, se aquilo vai entrar na minha rotina de verdade. Acho que as minhas escolhas ficaram mais conscientes, mas não menos divertidas.” afirma Lancellotti

É só mandar um e-mail para [email protected] com seu nome, idade, data e hora (se aplicável) e a ocasião que você precisa de um look que a gente te ajuda com o resto!

Reply

or to participate.