SPFW N61: Aluf

Inspirada pelo livro "O Conto da Ilha Desconhecida", de José Saramago, a coleção propõe um olhar para o desconhecido e para os caminhos que percorremos em busca de novas possibilidades.

A coleção Sorte de Pescador, da ALUF, parte do universo da pesca artesanal brasileira para construir uma narrativa sobre movimento, transformação e descoberta. Inspirada pelo livro “O Conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago, a coleção propõe um olhar para o desconhecido e para os caminhos que percorremos em busca de novas possibilidades.

Créditos: Gustavo Scatena / @agfotosite

Nas peças, esse imaginário ganha forma por meio de texturas, volumes e construções que remetem ao mar e à vida dos pescadores. Peixes, redes, mapas, barcos e marés aparecem traduzidos em bordados, crochê, ráfia, cestarias, tramas e materiais naturais. A paleta passeia por tons de azul, coral, terracota, cobre e menta, criando uma atmosfera solar, que evoca o litoral brasileiro. O trabalho artesanal ganha protagonismo, valorizando o tempo, a delicadeza e a singularidade de cada criação.

Créditos: Gustavo Scatena / @agfotosite

A coleção também se conecta ao trabalho de comunidades tradicionais do Delta do Parnaíba, trazendo para o centro da narrativa o Projeto Delta Mulher e os saberes das mulheres marisqueiras. As cestas artesanais, tradicionalmente utilizadas no cotidiano da pesca e do mariscamento, inspiram a pesquisa de materiais, tramas e técnicas que ganham novas interpretações nas peças da ALUF. Esse encontro entre o fazer manual, a cultura local e o design contemporâneo valoriza o conhecimento transmitido entre gerações e transforma a tradição em parte essencial da identidade da coleção.

Créditos: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

Destaque especial também vai para as parcerias que contribuíram ainda mais para criar esse universo: com a Arqvo, a ALUF explora acessórios criados a partir de conchas, cristais e pérolas, em peças que carregam a memória e a beleza dos materiais naturais. Já com a L’OR, a pesquisa se estende às texturas e aos tons terrosos inspirados na espuma do café, traduzidos em tecidos e acabamentos que enriquecem a construção das peças. Na collab com a mils, o couro, a ráfia e a madeira se encontram em bolsas e acessórios que aproximam o artesanato da linguagem contemporânea.

Créditos: Ze Takahashi/ @agfotosite

A beleza acompanha esse imaginário, com uma atmosfera intimista e cinematográfica, marcada pela luz quente, pela pele iluminada e por uma expressão natural, em sintonia com o universo sensorial e poético da coleção.

Créditos: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

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