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SPFW N61: Catarina Mina
Batizada de “Bonito pra Chover”, a coleção explora a relação única do sertão com a chuva e a transformação da caatinga quando a água chega.
No sertão, quando o céu muda de cor e anuncia a chegada da chuva, nasce um presságio de boas novas. Em vez de lamentar o cinza, lá se comemora a mudança de tempo usando a expressão “Tá bonito pra chover”. Mais do que um jeito de falar sobre o tempo, é uma maneira de reconhecer os sinais da natureza, de olhar para o céu e enxergar a possibilidade de um recomeço.
Assim como a chuva que chega ao sertão, a coleção celebra o crescimento e abertura para novos caminhos. Consolidando o movimento de ir além das fronteiras do Ceará em busca de grupos artesanais que trabalham com tipologias que dialogam com o território, muitas delas ameaçadas de extinção, a Catarina Mina chega ao Piauí e amplia sua atuação no Rio Grande do Norte. Ao todo são 9 tipologias, que vão do crochê e da renda de bilro que fazem parte do DNA da marca.

O reaproveitamento de resíduos da indústria Riachuelo que está presente nos 3 primeiros looks que abrem o desfile também tem destaque nesta coleção, em sintonia com os princípios de moda regenerativa que sempre fizeram parte da missão da Catarina Mina. A partir de resíduos têxteis doados pelo parque fabril da Guararapes, fábrica no RN onde a Riachuelo produz cerca de 45% de suas peças, a família Trovejo traz um drop dedicado ao upcycling, com peças que evocam os fios de água que atravessam o corpo em dias de temporal.

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