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Todos nós deveríamos ser feministas - e o legado de Maria Grazia Chiuri

A trajetória da primeira mulher a dirigir a Dior!

Vamos, galera mulheres? 💖 O Dia Internacional da Mulher já está batendo na porta, e nada melhor - e mais importante - do que comemorar relembrando mulheres que fizeram toda a diferença no mundo da moda! Desde o primeiro tailleur de tweed de Coco Chanel, a moda feita de mulheres para mulheres tem se mostrado uma verdadeira potência ao longo da história (o que tornou o tema dessa news MUITO difícil de definir). Nas mãos de Maria Grazia Chiuri, as roupas na passarela se tornaram uma forma de expressão e exibição de ideais feministas em uma das maisons mais tradicionais do mundo - e, por isso, resolvemos dar aquele #closerlook 🔍️ nessa parceria de mais de 9 anos!

Imagem: Pinterest | Reprodução

Mas antes de Dior, houve Fendi! 🌟 Maria Grazia Chiuri nasceu em 1964, em Roma. Formada pelo Istituto Europeo di Design, sua trajetória na indústria começou durante os anos 1980 com uma das parcerias criativas mais icônicas e duradouras da moda, com Pierpaolo Piccioli. Os dois trabalharam juntos na Fendi, no departamento de acessórios - sendo pioneiros no design da queridinha bolsa baguette✨ - e depois como co-diretores da Valentino, a partir de 2008, onde ajudaram a revitalizar a marca após a aposentadoria do próprio Valentino Garavani.

Em 2016, Chiuri foi anunciada como a primeira mulher a assumir a direção criativa da Dior, sucedendo Raf Simons. A estreia da designer, que aconteceu na Paris Fashion Week daquele mesmo ano, marcou o início de uma fase em que a estilista incorporou discursos feministas à estética da marca. E para as fãs de números: esse período foi marcado por crescimento comercial na receita da Dior! Segundo dados da própria maison, ela teria passado de cerca de €2,2 bilhões em 2017 para €9 bilhões em 2024 (!!!).

Após nove anos à frente da Dior, Maria Grazia deixou o cargo em 2025. E, como a boa filha à casa torna: na última semana de moda em Milão, ela protagonizou um novo capítulo na carreira com o retorno à Fendi, enquanto diretora criativa!

Maria Grazia Chiuri em sua primeira passagem pela Fendi, cerca de 1992! | Imagem: Arquivos Fendi/Vogue

Os 9 anos de Maria Grazia na Dior marcaram verdadeiras transformações na casa - e no modo de se pensar a moda feminina em geral. Sob o olhar de Chiuri, política, posicionamentos, história, feminismo e feminilidade se costuravam entre os tecidos.

O debut como primeira diretora criativa da Dior aconteceu em setembro de 2016, já cercado de grandes expectativas. Se nos primeiros desfiles para grandes maisons a maioria dos designers mergulha em cores, logos e formas vívidas para marcar o início de uma era, Maria Grazia foi pelo caminho contrário: na coleção de primavera/verão 2017, apresentou grandes clássicos da casa em cores neutras, acompanhados de mensagens bem posicionadas.

Se nas mãos de Christian Dior a maison sempre foi responsável por representar com maestria a “feminilidade”, Maria Grazia entrou na história da casa para questionar o que ela significa nos dias atuais. A “musa” da Dior de Chiuri era muito mais próxima das mulheres do nosso convívio, mas sem perder o toque da alta-costura 🤌

Imagens: Vogue Runway | Reprodução

Na primeira coleção - e nas outras que seguiram ao longo dos 9 anos de carreira - ela misturou as técnicas e a artesanalidade da haute couture para criar um básico que realmente atendia às necessidades da feminilidade moderna - algo que, de alguma forma, exalava e ao mesmo tempo contestava a essência da Dior.

Mas o que consagrou Maria Grazia enquanto uma das principais vozes do movimento feminista na moda foi um visual específico: o look 43 da coleção de estreia. Replicando a clássica silhueta do “New Look”, criada por Christian Dior em 1947 e que revolucionou a indústria. Ao longo do desfile, o visual ganhou uma camiseta com a estampa “We Should All Be Feminists” (Todos nós deveríamos ser feministas), frase e livro homônimo da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.

Imagem: Vogue Runway | Reprodução

A mensagem era clara: na Dior de Chiuri, o “New Look” da mulher moderna estava muito mais relacionado às ideias do que às silhuetas!

E o resto é história… A gente não tem a menor dúvida de que o legado de Maria Grazia Chiuri enquanto diretora criativa da Dior é algo para os livros de história! ⭐️ Ao longo desses 9 anos, a visão feminista da designer se misturou ao romantismo da maison para criar momentos icônicos.

Em 2019, ela se inspirou na arte circense para apresentar a coleção de alta-costura daquele ano de forma diferenciada: em uma das passarelas mais ICÔNICAS da temporada, acrobatas performaram enquanto as modelos desfilavam.

Imagem: Vogue Runway | Reprodução

Em 2020, Maria Grazia realizou o desfile de alta-costura dentro da The Female Divine, uma estrutura criada pela artista feminista Judy Chicago para representar o canal de parto.

Imagem: Vogue Runway | Reprodução

Em 2024, para a felicidade dos fãs da maison, ela também foi a responsável por reviver a icônica camiseta “J’adore Dior”, de John Galliano, na coleção de outono/inverno 2025.

Imagem: Vogue Runway | Reprodução

No mesmo ano, Maria Grazia apresentou uma coleção com inspiração nas Amazonas, com participação especial da arqueira Sagitta Napoli - que demonstrou suas habilidades em um domo de vidro enquanto o desfile acontecia.

E assim chegamos até a semana passada! Maria Grazia fez o tão aguardado debut para a Fendi - um dos mais esperados da temporada. Em “Less I, more Us”, ela revisita a própria história na maison, com a orientação das cinco irmãs Fendi durante sua passagem. Em uma ode às mentoras e à própria carreira, Chiuri repaginou os signos clássicos da casa - com direito a 20 versões diferentes da bolsa baguette!!! Muito além dos que acreditam que moda é “só” roupa, Maria Grazia Chiuri deu um novo passo na representação e no reconhecimento das mulheres na indústria. E a gente mal pode esperar para ver mais! 👀 

Imagens: Vogue Runway | Reprodução

Nunca devemos esquecer que a moda fala mais sobre a relação da sociedade com os corpos das mulheres do que com os corpos dos homens.

Maria Grazia Chiuri em entrevista ao The Guardian

Toc, Toc! Tem alguém ai? 🚪👀 

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