A febre dos "livros de mulher maluca"

O gênero tem se tornado um queridinho do booktok - mas o que isso implica?

Não é nenhuma novidade que em 2026 nossa equipe mergulhou na skin de leitoras! (E se você ama acompanhar nosso blog, também vai amar a Milebooks - nossa coluna de livros - e o nosso Clube do Livro no Whatsapp 💜). E, no meio de tantas opções, uma em específico chamou a nossa atenção: o gênero controverso - mas super relatable - dos livros de “mulher maluca”. Essa categoria serve para agrupar aquelas obras que falam de mulheres passando por grandes transformações na vida, seja no início ou no fim de algum ciclo canônico. E com o crescimento do livros de mulher maluca, nós resolvemos selecionar os que alugaram um triplex na nossa mente - e tentar entender por que eles fazem tanto sucesso!

Imagem: Pinterest | Reprodução

AS MULHERES ESTÃO MESMO MALUCAS?

Mas afinal, o que classifica um livro como sendo “de mulher maluca”? Eles geralmente agrupam tanto os romances quanto as biografias, e tem conquistado uma legião de leitoras assíduas que também se identificam enquanto “mulheres malucas” - ou à beira de um colapso! Com representantes como Sally Rooney e Dolly Alderton, esses livros falam sobre o amadurecimento e as dores de ser uma mulher moderna. E, num mundo onde ser mulher fica mais difícil a cada dia, o crescimento desse tipo de livro diz muito sobre a nossa sociedade e os novos padrões de consumo das leitoras.

Mas por que a palavra “maluca”? Nossa experiência como consumidoras desse gênero emergente não nos trouxe nada “maluco” ou “extraordinário” - são histórias do dia a dia, escritas por mulheres para mulheres. Seja numa protagonista que terminou um relacionamento de longa data, ou que está passado pela crise dos 20 ou que simplesmente está de saco cheio com tudo que está acontecendo (!!!). Fazendo a gente se questionar se o nome adequado não seria, na verdade, “livro de mulher cansada”.

Essas narrativas tem se tornado um verdadeiro fenômeno e unido mulheres ao redor de todo o globo que se identificam com cada parágrafo! E por isso, selecionamos nossos 5 queridinhos desse gênero! ⭐️ 

1. OI, SUMIDO (DOLLY ALDERTON)

Nina Dean é a clássica personagem que está a beira de uma crise dos 30 anos! E bem quando acha que tem tudo resolvido, ela termina seu namoro de anos. Agora, ela vai ter que reaprender as regras dos namoros atuais e se aventurar num aplicativo de relacionamento. Tudo vai bem, até que ela passa pelo evento canônico de levar um ghosting! Nina precisa equilibrar vida amorosa, trabalho, família e amizades num romance que é mais do que “sobre ghosting” - é sobre memória, relacionamentos e vida moderna!

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2. PESSOAS NORMAIS (SALLY ROONEY)

Marianne e Connell são dois jovens irlandeses que, à primeira vista, parecem não ter nada em comum. Mas, longe dos olhares dos colegas, os dois começam uma relação intensa que atravessa anos, mudanças de cidade e novas experiências na universidade. Entre aproximações, afastamentos e muitos silêncios, eles tentam entender o que realmente sentem um pelo outro. Em “Pessoas Normais”, acompanhamos um romance sobre intimidade, inseguranças e as formas complicadas que encontramos para nos conectar com alguém!

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3. AURORA: O DESPERTAR DA MULHER EXAUSTA (MARCELA CERIBELLI)

Não é nenhuma novidade que somos fãs de carteirinha do “Bom Dia, Obvious” ✨ E "Aurora" se tornou parte do Top 10 livros que a gente recomenda para todas as amigas. Muito mais que um livro, ele é um guia reflexivo que aborda a exaustão feminina moderna. Com humor e empatia, Marcela analisa as altas demandas sociais, profissionais e pessoais sobre as mulheres, oferecendo caminhos para o autoconhecimento, a saúde mental e o fim da temida síndrome da impostora!

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4. MEU ANO DE DESCANSO E RELAXAMENTO (OTESSA MOSHFEGH)

A protagonista de “Meu Ano de Descanso e Relaxamento” parece ter tudo o que muita gente deseja: é jovem, bonita, mora em Nova York e tem dinheiro suficiente para não se preocupar com trabalho. Mas, por dentro, ela se sente completamente vazia e desconectada do mundo ao seu redor. Decidida a escapar dessa apatia, ela embarca em um experimento radical: passar um ano inteiro praticamente dormindo, com a ajuda de uma terapeuta excêntrica e uma quantidade generosa de remédios. Entre momentos de lucidez, recaídas e a presença insistente da única amiga que restou, ela tenta desaparecer da própria vida por um tempo num romance sobre alienação, luto e a busca desesperada por algum tipo de reinício!

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5. KIM JIYOUNG, NASCIDA EM 1982 (CHA NAM-JOO)

Kim Jiyoung é uma mulher comum na Coreia do Sul - nasceu em 1982, cresceu, estudou, conseguiu um emprego e mais tarde se tornou mãe. Sua vida parece seguir o caminho esperado para muitas mulheres de sua geração, até que comportamentos estranhos começam a surgir: em alguns momentos, ela passa a falar como se fosse outras mulheres de sua vida. A partir desse ponto, acompanhamos sua trajetória desde a infância, revelando pequenas e grandes situações de desigualdade que marcaram seu cotidiano. Mais do que a história de uma única mulher, o livro é sobre machismo estrutural, expectativas sociais e o peso silencioso que muitas mulheres carregam!

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E aí, Zeliers? Vocês se identificam com essas “mulheres malucas”?

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